Dicas da Arqui: Iluminação - Como Iluminar Ambientes
- 3 de dez. de 2021
- 2 min de leitura
Atualizado: 21 de ago. de 2022
Temos novidades por aqui e estou louquinha para te contar.
Dicas da Arqui, é um espaço para dicas, curiosidades, tendências em forma de conteúdos trazidos por nossos parceiros arquitetos e designers.
Hoje quem nos presenteia é a Bárbara Dahmer, arquiteta.
Oi pessoal! Hoje vim falar um pouco sobre um dos temas que considero mais importante e que tem mais impacto num projeto de arquitetura: a iluminação.
Um bom projeto luminotécnico pode transformar um ambiente, e o oposto é verdadeiro: um projeto de iluminação mal pensado pode destruir um ótimo projeto.
Quando falamos de iluminação, temos que ter em mente dois aspectos: iluminação natural e iluminação artificial. A iluminação natural, ou seja, a luz que vem do sol, nem sempre podemos alterar num ambiente já pronto. O ideal é que sempre haja o máximo de iluminação natural possível, isso causa sensação de bem estar e também ajuda a economizar energia elétrica.
Pra iluminação artificial, temos alguns pontos importantes a considerar antes do projeto: o teto ficará com laje aparente ou será rebaixado em gesso (ou outro material)? Com base nessa definição podemos adotar a melhor estratégia.
Para tetos sem rebaixamento de forro, uma boa opção são os trilhos eletrificados, que permitem que se distribua a iluminação linearmente, abrangendo mais área ao invés de um único ponto central no teto.

Já o rebaixo permite que se distribua melhor as luminárias em todo ambiente. Nesse caso, para iluminação geral, eu costumo lançar mão de luminárias que produzam luz indireta e difusa ou sancas iluminadas.

Para aquele efeito mais intimista, gosto muito de usar luminárias embutidas com lâmpadas ar 70, par 20 ou dicroicas. Essa iluminação tem um efeito mais pontual e ajuda a valorizar itens específicos como um quadro na parede, uma pintura diferente, um objeto decorativo. Na área da mesa de jantar, um pendente faz com que a luz fique mais próxima da superfície da mesa, se tornando assim mais efetiva, e ainda colabora para decorar o ambiente.

Para complementar o projeto luminotécnico, ainda podemos usar luz vinda de outras direções além do teto: arandelas decorativas nas paredes (o mercado tá cheio de lindas opções, só precisa se certificar que o ponto de luz seja feito ainda na etapa da obra pra não precisar quebrar parede depois), ou ainda abajures e luminárias de piso.

Outro artifício simples que tem um ótimo efeito visual é a iluminação do mobiliário, geralmente feita com perfis led pela própria marcenaria. É muito usado em estantes e painéis, pra destacar algum revestimento especial ou objetos decorativos.

Por fim, mas não menos importante: a temperatura de cor da luz. Pra ambientes de relaxamento (quartos, salas) sugiro entre 2700 e 3000k, que é aquela luz mais amarelada. Pra ambientes de atividades de trabalho como cozinha e escritórios, sugiro 4000k, que é o famoso “branco neutro”. Não costumo utilizar acima de 4000k por considerar a cor muito fria e azulada, o que causa uma sensação de frieza e artificialidade.

Assim, podemos ver o quanto são amplas as possibilidades de se iluminar e seus efeitos. Por isso, é um aspecto que vale a pena ser pensado com cuidado e dedicação. Os detalhes fazem a diferença!
Autoria:
Bárbara Dahmer - @barbaradahmerarquiteta
Sinta-se à vontade para compartilhar em suas redes sociais e não esqueça de nos seguir em nossas redes sociais:





















esse artigo torna muito claro a diferença que a luz e a iluminação trazem aos ambientes decorativos! muito bom!